Internal Linking e SEO: Impactos da Arquitetura

Embora os trabalhos de onpage sejam considerados os mais básicos, ainda existem muitos sites bons e com um grande potencial de tráfego orgânico que ainda perdem oportunidades por pecarem em questões relacionadas a estrutura.

Vamos usar como exemplo um site que possuía um bom perfil de backlinks, conteúdo interessante, relacionamento bem aproveitado com os usuários (gerando compartilhamento das páginas do site nas redes sociais), além de vários outros pontos bem positivos.

Mas em um ponto falhava bastante: arquitetura. De maneira geral, o relacionamento entre os grupos de páginas era basicamente o seguinte:

links internos - arquitetura original

Onde as setas azuis indicam o caminho dos links internos entre as páginas do site

Em uma primeira análise, você saberia identificar qual o problema dessa estrutura?

Não?

Então vamos seguir o caminho dos links:

  • A home faz links para as categorias principais.
  • As subcategorias fazem links para as páginas mais profundas.
  • Todos os grupos fazem links para a home através da header do site.

Mas onde estão os links entre as páginas de categorias e subcategorias?

Se cortarmos dessa estrutura os links de header que apontam para a home do site, e considerarmos somente os links que se “aprofundam” na estrutura, temos a seguinte representação:

grupos de links internos

Ou seja, o site possuía dois grupos de páginas isolados. O primeiro, assinalado em verde na figura acima, era composto pela home e as categorias principais. O segundo, assinalado em amarelo, era composto de subcategorias e páginas profundos. Vale lembrar que as páginas profundas possuíam um tráfego muito baixo.

Antes de prosseguir, devemos lembrar que ao longo desse projeto foram efetuadas várias melhorias em conteúdo, usabilidade, semântica, etc, etc, etc, mas uma das melhorias de maior impacto foi justamente a correção da arquitetura do site.

Com o passar do tempo, a estrutura foi adaptada para o seguinte formato (mais uma vez, considerando apenas os links que “descem” na estrutura do site):

links internos - nova arquitetura

De maneira que deixaram de existir dois grupos de páginas isolados. Com o passar de um determinado tempo de projeto, foi obtido o seguinte comportamento de tráfego orgânico nas páginas profundas:

  • Após 3 semanas – 69% de crescimento no tráfego orgânico
  • Após 7 semanas – 170% de crescimento no tráfego orgânico
  • Após 13 semanas – 227% de crescimento no tráfego orgânico

Vale lembrar que:

  1. as porcentagens foram calculadas com relação ao primeiro ponto do gráfico
  2. foram isolados os dados de tráfego orgânico das páginas que não receberam nenhum trabalho de link building antes e durante o período considerado.
  3. foi tomado o cuidado de isolar um período em que não foram feitas alterações “pesadas” nas páginas profundas

Bom, mas o propósito ao exibir esses dados é lembrar que, embora a arquitetura e os elementos relacionados aos trabalhos onpage de um site sejam considerados os mais básicos, trabalhá-los de maneira correta pode melhorar – e muito – o tráfego orgânico no site como um todo.

Para tanto, existem muitas maneiras de organizar o nosso trabalho. Duas dicas:

  1. Monte um “checklist de SEO” de maneira que, sempre que for necessário analisar um novo projeto você já possua um mãos um “guia” de itens que precisam de análise. E lembre-se: mantenha esse checklist sempre atualizado.
  2. Mantenha-se sempre atualizado quanto as guidelines do Google e outras Search Engines.

Para manter os conhecimentos sempre atuais, algumas referências:

Algumas fontes tupiniquins:

Além do mais, atualmente o Brasil tem sido palco para vários eventos de SEO bastante interessantes, como o #olhoSEO, #uaiSEO e, em breve, o #searchmastersbr . Aliás, também siga esse pessoal no Twitter. =)

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